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Exercício, alimentação e meditação

 

          A maior certeza da vida ainda é de que um dia todos nós morreremos, mas todo mundo gostaria de encontrar a fórmula mágica de Shagri-La, a aldeia do filme “Horizonte Perdido” onde as pessoas misteriosamente nunca envelhecem.

          Enquanto isso não acontece algumas certezas já temos no sentido de evitar ou prevenir as doenças que mais amedrontam e matam o ser humano que são as cardiovasculares e o câncer de pulmão, cérebro, próstata, linfático e gastrointestinal. O que era apenas especulação agora tem comprovação cientifica e passa a ser uma afirmação. Fazer pelo menos 30 minutos de exercício por dia não só evita as doenças cardiovasculares como reduz na metade o risco de câncer devido o oxigênio extra absorvido. Essa é a conclusão de um dos mais longos estudos de uma equipe de pesquisadores das universidades finlandesas de Kuopio e Oulu que acompanhou por mais de 16 anos os hábitos de vida de mais de 2500 homens com idades entre 42 e 61 anos praticantes de algum tipo de exercício físico. Os pesquisadores atribuíram o fato ao consumo de oxigênio medido em Unidades Metabólicas (MET) das atividades físicas praticadas pelo grupo, caminhada normal, forte e natação. Sabe-se que em média essas atividades respectivamente gastam 4,2 - 10,1 e 5,4 MET.
A maioria dos participantes dedicava pelo menos 66 minutos de atividade diária consumindo em média 4,5 MET enquanto uma pequena parcela, 27% do grupo, não dedicava mais que meia hora por dia. Claro, isso não significa garantia total pois nesse grupo houve apenas 181 mortes relacionadas com câncer embora não tenha sido citado se essas mortes estavam relacionadas a fator genético ou exercício de menos.

          Outros estudos similares indicam que atividades físicas mais fortes podem evitar câncer de próstata. A revista "Medicine & Science in Sports & Exercise” publicou na edição de outubro de 2008 um estudo mostrando que a corrida de dez quilômetros pode evitar o câncer de próstata em homens acima dos 50 anos. Ficou comprovado que quanto mais rápido e melhor condicionados esses corredores mais se evita o crescimento benigno da próstata. O estudo envolveu mais de 28 mil homens durante 8 anos tornando o estudo não é desprezível. A gente sabe também que em tese quanto mais vulnerável o sistema imunológico maiores são as chances de doenças oportunistas e o avanço da idade por si só é um fator de diminuição das atividades desse sistema, processo conhecido como imunosenescência. O médico Milton Hideaki Arai do Hospital das Clínicas e professor da Faculdade de Medicina da USP em seus estudos concluiu que idosos corredores chegam a ter condicionamento físico 52% maior que grupos de mesma faixa etária porém sedentários podendo ser comparados até a jovens sedentários. Além disso, ficou comprovado que a quantidade das principais células do sistema imunológico, linfócitos T, é maior em corredores mais velhos do que os de mesma idade sedentários.

          Os linfócitos T pertencem a um grupo de glóbulos brancos do sangue cuja função é de defesa contra vírus, bactérias, fungos e ataque às células anormais geralmente tumorais. O médico também comprovou alteração na produção de interleucinas 2, 3 e 6 que são proteínas produzidas pelos linfócitos T. A 2 que diminui com o envelhecimento nos corredores aumenta. A 3 cujo processo está ligado à produção de sangue pela medula óssea nos corredores idosos a produção é semelhante ao do jovem. Já a 6 apresenta quantidade menor no grupo estudado e quanto maior esse dado, maiores são as chances da incapacidade funcional do idoso. Apesar de o estudo ter sido feito com corredores idosos, por analogia entende-se à prática de qualquer exercício físico vigoroso aeróbio e/ou anaeróbio. Outros médicos e pesquisadores já comprovaram que o elixir da vida longa não é só fazer exercício. É preciso comer pouco, escolher bem os alimentos, dormir um mínimo de 7 a 8 horas por dia e meditar. Nem precisa fazer pesquisa. Quantos obesos conhecemos com mais de 80 anos? Os muito idosos são magros, fazem exercícios, comem pouco, dormem bem, não são estressados e rezam que também vale como meditação.

          A questão é transformar tudo isso num hábito o mais cedo possível.

Fonte: Prof. Luiz Carlos de Moraes, educador físico,  personal trainer e proprietário de Estúdio de Treinamento Personalizado.

 
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