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Diabetes tipo 2 e exercícios

 

          O diabetes mellitus é considerado problema de saúde pública, calcula-se que existam 194 milhões de diabéticos em todo mundo, entre 20 e 79 anos de idade. Para o ano de 2025, a previsão é que esse número chegue a 333 milhões.

          A etiologia do diabetes está relacionada com a hereditariedade, fatores externos, estilo de vida inadequado e doenças pancreáticas.
O diabetes tipo 2 é decorrente da incapacidade da insulina em exercer sua função, levando A ao quadro de hiperglicemia (elevada concentração de glicose sanguínea), podendo acarretar em sérias complicações em vasos sanguíneos, olhos, coração, rins e nervos.

          Devido à urbanização e a conseqüente mudança do estilo de vida, houve um aumento significativo e preocupante da obesidade, também considerada problema de saúde pública e tem forte associação com o diabetes mellitus, hipertensão, dislipidemias e eventos cardiovasculares. Um estudo recente de Gomes et al. (2006) com 2519 indivíduos diabéticos, verificou que 76% da amostra apresentava sobrepeso ou obesidade, portanto a perda e/ou o controle de peso devem ser considerados como primeiro passo do tratamento da doença.

          O tratamento envolve três aspectos: atividade física, dieta adequada e medicamentos, quando necessário. Os exercícios mais indicados eram aqueles aeróbios (caminhada, corrida, ginástica etc), atualmente, diversos estudos com exercícios anaeróbios, como a musculação, têm demonstrado resultados positivos em indivíduos diabéticos. Portanto, o ideal é que a pessoa com diabetes seja orientada a realizar o treinamento concorrente, ou seja, exercícios aeróbios e exercícios anaeróbios. Dentre os benefícios do exercício em diabéticos, podemos citar: redução e controle de peso, redução da glicemia de jejum, redução do LDL colesterol, redução de hemoglobina glicosilada, redução das doses medicamentosas, redução da freqüência cardíaca de repouso, aumento do HDL colesterol, força e densidade muscular.

          Quando falamos em diabetes, não podemos nos esquecer da importância de uma dieta balanceada. Existem as recomendações gerais de proteínas, carboidratos e gorduras a serem ingeridas, no entanto, cada pessoa apresenta uma necessidade específica, que deve ser respeitada e avaliada por um nutricionista. De maneira geral, existe um controle na quantidade total de carboidratos, redução da ingestão de gorduras e aumento do consumo de fibras.

          É importante que o paciente diabético adote novo estilo de vida, com hábitos saudáveis e dieta adequada, somente assim, poderá conviver tranqüilamente com a doença e ter melhor qualidade de vida.

Fonte: Juliana B. Menegazzi, nutricionista sócia-proprietária da Saúde Viver Consultoria em Nutrição.

 
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